Fevereiro foi mais longe esse ano, e só o será assim novamente daqui 4 anos. Se não fosse por isso ontem mesmo já estaríamos autorizados a cantar um trechinho de ‘águas de março’ mesmo que inconscientemente. Aliás essa música foi utilizada pela Coca Cola numa versão mais ‘roquinho’ em 88 (veja aqui) – não sei, mas eu se fosse o Tom não teria aprovado isso, mas enfim.
Por trás do ano bissexto, assim como por trás de qualquer dia e qualquer evento do calendário, existe uma corrente esotérica que predetermina sorte ou azar para esses anos. Prefiro, é claro, acreditar naquela que trata da sorte. Tudo o que se incia no dia 29 de Fevereiro está fadado aos bons resultados (exceto casamentos, pedidos de casamentos em anos bissextos são de mau agouro). O que na verdade é muito estranho, afinal de contas tradições irlandesas e escocesas determinaram que no dia 29 de fevereiro as mulheres poderiam pedir os homens em casamento, e estes deveriam aceitar ou pagar uma multa.
Outros dizem que o ano bissexto é na verdade um ano onde temos a oportunidade de ‘acertar’ o que de errado tivermos em nosso caminho, afinal de contas dia 29 nada mais é do que um arredondamento, um ‘acerto’ que o calendário exige para suprir as horinhas a mais que a terra gasta dando a volta em si mesma e que se acumulam de 4 em 4 anos.
Para os italianos amanhã é dia de comer o gnocchi (nhoque) da fortuna, que além de saboroso promete nunca deixar faltar comida na mesa e dinheiro no bolso.
A história é aquela que eu sempre repito: se não te faz mal e não vai fazer mal pra mais ninguém não custa nada acreditar
Eu vou garantir o meu almoço, nhoque!


