Ontem, depois de me empolgar horrores com a possível idéia de ver Zé Ramalho em Curitiba eu passei a tarde ouvindo as músicas dele. Me peguei achando a maior graça por não entender muitas vezes o que ele quer dizer. Aqueles versinhos livres de interpretação podem ser só versinhos ou podem ser uma vida inteira traduzida em algumas palavras.
A música ‘Chão de Giz’ por exemplo, foi escrita pelo próprio Zé depois que ele terminou um relacionamento com uma mulher casada (e mais velha) e adquiriu o hábito de espalhar todas as coisas que lembravam ela pelo chão. O pano de guardar confetes, que na verdade são saquinhos de um tecido fininho, tomam proporções bem maiores na músicas, é onde ele vai guardar todas as lembranças dela.

Enfim, por aí vai.
É engraçado como algumas pessoas escreveram livros para afogar suas mágoas, outras foram aos bares do mundo, e muitas dessas pessoas escreveram músicas (L). É por isso que eu, que não sou boa em escrever, muito menos em cantar e fico pobre ao beber, prefiro ‘nem lhe beijar, gastanto assim o meu batom’.
Por falar em escrever, vale a pena ler o que o nosso amigo Zé escreve no blog do se site: lindo lindo lindo!