Dedos do pé e mocoronguices.

E então você conhece um cara. E você gosta do gosto dele. E você gosta dos amassos dele. E você procura ele e ele tá lá pra você. E você continua procurando e ele continua vindo.

Aí você finge que não está apaixonada. Que é só sexo. Que você gosta de dar risada das palhaçadas dele. Que você acha ótimo ele só te chamar de coisas idiotas do tipo tatuzão, pinguim, cara de sagui…porque isso significa que não é amor.

Engano seu minha querida.

Porque aí, no amanhecer de uma noite que foi um loucura, ele faz aquilo: aquela coisa que dá um clique e faz você perceber que tem que parar de fingir que vocês estão vivendo um contrato. Ele faz aquela coisa que te faz voltar pra casa as sete da manhã cantando alto, e sorrindo, mesmo com a roupa de ontem molhada de champagne e o cabelo mais oleoso que azeite de dendê.

Você percebe que está perdidamente apaixonada quando dá aquela abertura que não é a da suas pernas. Aquela abertura pra ele dizer coisas íntimas que não têm nada a ver com sexo nem com amor. Você percebe que está completamente boba por aquele cara quando deixa ele fazer cometários cretinos sobre a feiura do seu dedão, e você nem liga.

É isso minha cara: amor é sair do banho com o rímel borrado e achar engraçadinho ele te chamar de panda.

É deixar ele reparar no seu dedão do pé.

É dar aquele tapa com vontade na bunda dele quando sair do banho.

É esperar ele dormir pra dizer bem baixinho: eu te amo, mocorongo.

(L)

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