Posted in 2012

Músicas bregas (e boas)

No último dia 8 de Maio a dupla sueca Roxette se apresentou em Curitiba. Eu não fui, primeiro porque não sou fã, segundo porque só sei cantar duas ou três músicas, não vou em shows se não souber cantar todas.

Mas toda vez que eu passava pelos outdoors do show eu disparava em alto e bom som ‘listen to your heart, when he’s calling for you’. E é claro que teve um dia que encheu o saco, e só pra mudar o disco eu preferi cantar ‘it must have been loooove, but its ooooooover now’. Foi aí que eu me dei conta de que eu escuto músicas velhas, e até um tanto quanto bregas.

E, pra fazer você também ser brega e muito mais feliz vai aqui a minha playlist:

1.

 

2.

 

3.

 

4.

 

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Coincidência ou não, essas músicas já foram trilhas sonoras de filmes. Inclusive dois deles, Crossroads (breguíssimo) e Pulp Fiction são meus preferidos.

Feliz playlist brega, :*

 

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Homens, avisos e corações partidos

Li num tumblr qualquer, desses de frases de impacto, uma que dizia ‘ainda não inventaram um recurso tecnológico pra avisar que um homem vai entrar na sua vida e fazer o chão tremer’ – se não me engano a frase foi dita (escrita/pensada), pela nossa querida diva das palavras, Martha Medeiros, e me perdoe se não é dela.

Fiquei por alguns minutos pensando nisso. E sabe, a Martha tem toda razão. Sim, as mulheres têm sim um sexto sentido. Mas ele fica todo avariado, louco e desorientado quando o assunto começa com ‘ho’ e termina com ‘mens’. Mal sabemos se aquela sensação de calor, os espasmos e a desatenção são amor ou só estresse. Se o frio na barriga é ansiedade pra encontrá-lo ou só ‘aqueles dias’ mesmo.

Mas deixar alguém fazer o seu chão tremer não é nada.
O pior mesmo é que ninguém inventou ainda um mecanismo pra te avisar, te preparar pra quando esse homem sai da sua vida.
Aí sim deveríamos ser avisadas.
Uma mulher prevenida vale por duas, o que, de longe, é muito melhor do que uma com o coração partido, uma com as esperanças despedaçadas, uma sem chão.

Ao invés de ficarmos indo pra Marte deveríamos inventar esses dispositivos, pois os maiores males das mulheres (e da humanidade) são do coração.

Coração partido

Esse post foi escrito ao som de Katy Perry –  Part of Me

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Auto-ajuda

Dia desses, li em uma revista uma matéria sobre ‘porque a venda de livros de auto-ajuda e auto-gestão vem crescendo cada vez mais ‘, eu me dei conta de que todos somos mesmo um pouco loucos. Querendo ou não cada um de nós já teve alguma paranóia, algum probleminha que se tornou um problemão dentro da nossa cabeça, uma dorzinha no fundo do coração que atrapalhou seu dia-a-dia ou uma dúvida que te impediu de crescer. Temos que aceitar: a vida não é bela todos os dias.

Mas e daí??? Acho que são mesmo os dias cinzas que fazem os azuis parecerem tão mais fascinantes.

Eu admito, leio auto-ajuda, mas rio das soluções milagrosas deles! Auto-ajuda é levantar logo cedo e se encarar despenteada no espelho. Auto-ajuda é comer a torta que você mesmo fez e ficou meio desmontada naquela forma velha que você tem em casa, é tirar filosofias de vida da sua música favorita, é gostar mais das suas próprias qualidades do que odiar os seus defeitos. Auto-ajuda é tudo que você faz e que te faz feliz ;)

#ficaadica!

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Sexo frágil (ou não)

Lembro que há uns 3 anos atrás, no caminho da faculdade pra casa eu conversei com um ‘ex’-professor que me deixa hiperativa. Sério, eu poderia falar com ele sobre milhões de coisas ao mesmo tempo. E nossos assuntos preferidos eram músicas, filmes e livros. Então eu pensei em chegar em casa e escrever um post delirante sobre dancinhas e musiquinhas consagradas do cinema, como aquela da Mia Wallace (interpretada pela Uma Thurman) dançando ‘Girl, u’ll be a woman soon’ na sala da sua casa ou a estonteante cena, com direito às botas pretas de Julia Roberts, no filme Pretty Woman…mas aí eu comecei a pensar: ‘musiquinhas consagradas, dancinhas memoráveis, filmes dignos de serem lembrados e é claro AS MULHERES.’
São afinal, as mulheres, que tornam tão peculiares as coisas mínimas da vida. Grandes autores como García Marques e Arnaldo Jabor conheciam muito bem as mulheres. E grandes mulheres também se conheciam infinitamente. Mas cada um tinha o seu jeito de ver, escrever e retratar os desejos e anseios mais profundos desse ser.

Alguns afirmam que as mulheres são o ‘sexo frágil’ e que não devem abdicar esse status para se tornar uma mulher moderna. Penso eu que a maior parte das pessoas que pensam assim são homens, e assim pessam porque têm medo de perder para o sexo frágil. Alguns afirmam que as mulheres são poderosas manipuladoras de mentes, principalmente as juvenis e a masculinas. Tambem não concordo, porque se assim fosse, mais mulheres seriam engajadas na política.
Mas enfim, acredito que as mulheres mantêm na verdade uma linha tênue entre o fragilidade e a voracidade que podem ter. E que na verdade elas caminham tranquilamente nessa linha, resbalando nos problemas como a idade, a gravidade, o tempo, o salário, o preço da pedicure, aquele cafajeste que as faz feliz e por aí vai…O que eu quero dizer é que nem todas as mulheres são iguais, que nem todas caminham para o mesmo lado ou resbalam nos mesmo problemas…enquanto algumas querem manter sempre a fragilidade e a beleza feminina outras querem ser deusas do sexo, enquanto algumas querem casa, filhos e carro na garagem outras querem empresas, fama e poder. Há também as que querem tudo, e que no final acabam num boteco, bebendo seu martini, sozinhas.
Eu, aos 22 anos, com um trabalho que eu gosto, dirigindo meu carro ouvindo minhas músicas preferidas, me enchendo de amor todo santo dia,  permito-me parafrasear Machado de Assim e dizer que sou mulher por dentro e por fora, da direita para a esquerda e mulher por todos os lados, e só sei que quero ser feliz, por enquanto sem rugas ;)

Assista aqui, um trecho do filme Pulp Fiction, com a música da Urge Overkill.

Se você gostou desse post provavelmente vai curtir também este: ‘Mulher tem que ter gosto’

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Seja brega de meias, lambendo a orelha dele…

Seja piegas, seja feliz.
Seja SEM VERGONHA – não tenha vergonha nenhuma de admitir que você é ridiculamente sentimental. Romântica brega que ainda desenha coraçõezinhos no papel enquanto fala no telefone.
Faça amor usando meias, faça sexo de salto alto. Faça cara e bocas, deixe sua maquiagem borrar.
Faça voz de criança gordinha pra dizer ‘bom dia amor’ – não isso não, pensando bem isso não pode não.
Chegue aos extremos da breguice. Seja brega,  seja muuuito brega.
Se pegue cantando, bem alto, Roberto Carlos enquanto toma banho. Se deixe fotografar enquanto tasca um beijão nele e poste no facebook. Altere seu status de relacionamento de solteira para ‘em um relacionamento sério’.

Viva o namoro brega, e feliz.

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Seja ‘serenidade’

Mulheres que sustentam a cara de paisagem quando flagram algo suspeito no ar. Mulheres que não gritam, não xingam, não fazem barraco. Mulheres que dizem ‘ok’ e ponto final. Mulheres que respiram e se acalmam. São dessas mulheres que os homens gostam.

Você tem todo o direito de morrer de ciúmes. Mas por favor, morra por dentro, deixe que cada pedacinho de amor próprio cometa suicídio. Mas não fique louca, não arregale os olhos como se fosse devorar aquele homem e estraçalhá-lo om suas garras de tigresa. Cada vez que isso acontece, ele te admira um pouquinho menos, ele te deseja um pouquinho menos, ele até te ama um pouquinho menos. De mulheres loucas os homens já tiveram as mães. Seja ‘serenidade’ ;)

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Delírios de uma segunda-feira

Depois de alguns dias (semanas!) sem beijinho, sem filminho, pipoquinha, dormir de conchinha, veio o delírio. E em plena segunda-feira, comecei a dançar ‘I melt with you’ na cozinha, com um taça de vinho abandonada em uma prateleira qualquer, luzes apagadas e um riso meio bobo de quem está se achando idiota porque ama demais – aquele sorriso meio bobo de quem sabe que é só uma questão de tempo até se perder de novo no meio dos lençóis.

Contando até oito e respirando no ritmo certo, um demi plié aqui, uma pirueta ali. E, se eu fumasse, cinzas pelo chão. A lua na janela, e eu  pensei: ‘o mundo vai mesmo acabar, nunca via a Lua nessa janela aqui’. Mais um gole de vinho, olho pra luz da Lua pensando alguma besteira envolvendo meu sutiã e as cuecas dele entre a sala e o quarto e dou um risinho como criança que dorme tranquila.

A música começa de volta. Vontade de girar e girar e girar. Me sento na pia e penso: são os delírios de uma segunda-feira ou é mesmo a saudade?

Sim, escutei Nouvelle Vague – ‘I melt with you’ mil vezes sem parar ;)

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Ele & ela.

Muitas manias e coisas que só eles entendiam. Tinham essas coisas bobas, palavrinhas secretas, olhares e caretas que todo casalzinho tem/faz. Não adianta negar nem dizer que não: todo casal apaixonado é idiota sim. Eles então, tão idiotas quanto felizes. Riam horrores um da cara de cachorro molhado do outro. Falavam safadezas apenas com o canto dos olhos. E só o jeito de chamar pelo nome, já demonstrava se era bronca ou se era beijo.
Eles, apesar da coisas ‘que todo casal faz’ eram extremamente ‘só eles’.
E tem aquelas manhas, o ‘mimimi’, cu doce dela, birra dele. Coisas que eles sabiam contornar muito bem. Ele até aprendeu que quando ela fechava o bico, mesmo magoada de verdade, sempre soltava um risinho se ele dissesse que aquele bico era a coisa mais sexy do mundo. Já ela, sabia que quando ele estava magoado não tinha o que dizer, só deitar no ombro dele e esperar passar.

Eles eram além de namorados a melhor das coisas: amigos. E também um pouco terapeutas um do outro. Ele era um pouco pai quando dava beijinho na testa e dizia ‘se cuida’. Ela era um pouco mãe quando perguntava se ele tinha tomado café da manhã antes de ir trabalhar. Ele era um pouco super herói quando consertava as coisas que quebravam e calibrava os pneus do carro dela. Ela era um pouco garota de boate quando comprava lingerie nova só pra ele tirar. Ela era um pouco cozinheira e ele um pouco motorista.

E eles, mesmo conhecendo tão bem cada manha e birra, cada careta, cada olhadinha, e cada centímetro de pele, nunca sabiam o que comprar de presente, e ficavam em dúvida no tamanho. E independente de tamanhos ele era a tampa da panela dela. Ela era o arroz do feijão dele. Eles eram tipo queijo e goiabada, Buchecha e Claudinho. Ele & Ela ;)

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Um palpite aqui e outro lá..

As vezes eu me pego dando palpite na vida amorosa das minhas amigas como se eu entendesse muito sobre relacionamentos. Definitivamente tenho que perder esse hábito. Não é porque eu já achei que eu gostava de alguém quando na verdade não gostava, ou não é porque eu já esnobei quem gostava de mim e muito menos porque hoje eu vivo o relacionamento que eu sempre sonhei, que eu entendo de relacionamentos.

Esse dias uma amiga veio, um tanto quando cautelosa, me contar com quem ela estava saindo e eu soltei um horrível ‘como assiiiiim? Ele de novo? Ficar com ele é andar pra trás! Que horror!’. E foi aí que eu tive um grande click: independente se eu já vivi ou não algo parecido com o que ela está vivendo isso não me dá o direito de achar que eu sei o que ela esta vivendo. Afinal nossas experiências de vida são únicas. Assim como as pessoas são totalmente únicas e diferentes umas das outras.

Decidi parar de dar palpites quando me dei cota de quê a única solução para nossos problemas de relacionamentos é colocar a cabeça no travesseiro e escutar, bem de quietinho, o que o coração diz. Afinal, quem entende mais de amor/paixão, se não for nosso próprio coração?

- P.s.: tem uma música que não saiu da minha cabeça o dia todo, eu recomendo: Slash feat. Fergie – Beautiful Dangerous

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29/02 um dia a mais, em prol da prosperidade.

Fevereiro foi mais longe esse ano, e só o será assim novamente daqui 4 anos. Se não fosse por isso ontem mesmo já estaríamos autorizados a cantar um trechinho de ‘águas de março’ mesmo que inconscientemente. Aliás essa música foi utilizada pela Coca Cola numa versão mais ‘roquinho’ em 88 (veja aqui) – não sei, mas eu se fosse o  Tom não teria aprovado isso, mas enfim.

Por trás do ano bissexto, assim como por trás de qualquer dia e qualquer evento do calendário, existe uma corrente esotérica que predetermina sorte ou azar para esses anos. Prefiro, é claro, acreditar naquela que trata da sorte.  Tudo o que se incia no dia 29 de Fevereiro está fadado aos bons resultados (exceto casamentos, pedidos de casamentos em anos bissextos são de mau agouro). O que na verdade é muito estranho, afinal de contas tradições irlandesas e escocesas determinaram que no dia 29 de fevereiro as mulheres poderiam pedir os homens em casamento, e estes deveriam aceitar  ou pagar uma multa.

Outros dizem que o ano bissexto é na verdade um ano onde temos a oportunidade de ‘acertar’ o que de errado tivermos em nosso caminho, afinal de contas dia 29 nada mais é do que um arredondamento, um ‘acerto’ que o calendário exige para suprir as horinhas a mais que a terra gasta dando a volta em si mesma e que se acumulam de 4 em 4 anos.

Para os italianos amanhã é dia de comer o gnocchi (nhoque) da fortuna, que além de saboroso promete nunca deixar faltar comida na mesa e dinheiro no bolso.

A história é aquela que eu sempre repito: se não te faz mal e não vai fazer mal pra mais ninguém não custa nada acreditar ;) Eu vou garantir o meu almoço, nhoque!

 

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