Lembro que há uns 3 anos atrás, no caminho da faculdade pra casa eu conversei com um ‘ex’-professor que me deixa hiperativa. Sério, eu poderia falar com ele sobre milhões de coisas ao mesmo tempo. E nossos assuntos preferidos eram músicas, filmes e livros. Então eu pensei em chegar em casa e escrever um post delirante sobre dancinhas e musiquinhas consagradas do cinema, como aquela da Mia Wallace (interpretada pela Uma Thurman) dançando ‘Girl, u’ll be a woman soon’ na sala da sua casa ou a estonteante cena, com direito às botas pretas de Julia Roberts, no filme Pretty Woman…mas aí eu comecei a pensar: ‘musiquinhas consagradas, dancinhas memoráveis, filmes dignos de serem lembrados e é claro AS MULHERES.’
São afinal, as mulheres, que tornam tão peculiares as coisas mínimas da vida. Grandes autores como García Marques e Arnaldo Jabor conheciam muito bem as mulheres. E grandes mulheres também se conheciam infinitamente. Mas cada um tinha o seu jeito de ver, escrever e retratar os desejos e anseios mais profundos desse ser.
Alguns afirmam que as mulheres são o ‘sexo frágil’ e que não devem abdicar esse status para se tornar uma mulher moderna. Penso eu que a maior parte das pessoas que pensam assim são homens, e assim pessam porque têm medo de perder para o sexo frágil. Alguns afirmam que as mulheres são poderosas manipuladoras de mentes, principalmente as juvenis e a masculinas. Tambem não concordo, porque se assim fosse, mais mulheres seriam engajadas na política.
Mas enfim, acredito que as mulheres mantêm na verdade uma linha tênue entre o fragilidade e a voracidade que podem ter. E que na verdade elas caminham tranquilamente nessa linha, resbalando nos problemas como a idade, a gravidade, o tempo, o salário, o preço da pedicure, aquele cafajeste que as faz feliz e por aí vai…O que eu quero dizer é que nem todas as mulheres são iguais, que nem todas caminham para o mesmo lado ou resbalam nos mesmo problemas…enquanto algumas querem manter sempre a fragilidade e a beleza feminina outras querem ser deusas do sexo, enquanto algumas querem casa, filhos e carro na garagem outras querem empresas, fama e poder. Há também as que querem tudo, e que no final acabam num boteco, bebendo seu martini, sozinhas.
Eu, aos 22 anos, com um trabalho que eu gosto, dirigindo meu carro ouvindo minhas músicas preferidas, me enchendo de amor todo santo dia, permito-me parafrasear Machado de Assim e dizer que sou mulher por dentro e por fora, da direita para a esquerda e mulher por todos os lados, e só sei que quero ser feliz, por enquanto sem rugas

Assista aqui, um trecho do filme Pulp Fiction, com a música da Urge Overkill.
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